Biografia dos Santos

Archive for the ‘Padre Pio’ Category

Biografia de Padre Pio pelo Vaticano

«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14).

Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.

Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.

Para o Servo de Deus, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.

A máxima expressão da sua caridade para com o próximo ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.

Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.

O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito.

Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos, suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. Aceitou em silêncio as numerosas tomadas de posição das Autoridade e, frente às calúnias, sempre ficou calado.

Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.

Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.

Considerava-se, sinceramente, inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza».

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Servo de Deus, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».

Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.

Assim Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas.

No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Pau-lo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canónico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997, tendo sido reconhecido como válido por decreto de 26 de Setembro de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, sendo Ponente D. Andrea M. Erba; e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.

Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_19990502_padre-pio_po.html

Nasceu em Pietrelcina, pequena aldeia perto de Nápoles (Itália), em 25 de maio de 1887, sendo batizado já na manhã seguinte, com o nome de Francesco. Seus pais Grazio Forgione e Maria Josefa de Nunzio eram humildes e trabalhadores; viviam modestamente da pequena lavoura e de umas ovelhas que tinham, num lugar próximo chamado Piana Romana. Eram bons católicos, viviam sua fé de maneira simples; foram sempre muito piedosos. Tiveram sete filhos, mas apenas cinco sobreviveram.

Francisco gostava do recreio, mas não permitia brincadeiras de mau gosto e palavrões. Aparentemente, era um menino igual aos outros. Na realidade, porém, sua vida foi cheia de carismas especiais e de estranhas experiências. Desde os cinco anos começou a ter aparições de Jesus, de Nossa Senhora e do Anjo da Guarda – um fato que ele considerava comum a todas as pessoas. Por isso ficou admirado quando perguntou ao confessor se ele também enxergava a Madonna, e esse lhe respondeu que não. Chegou a pensar que o padre dissera aquilo por humildade.

Ademais de ser abençoado com aparições celestes, Francisco teve que enfrentar o assédio implacável do demônio, que começou a molestá-lo ainda como bebê. Em todas as suas biografias encontramos que chorava muito de noite. Um choro estranho, que nada tinha a ver com problemas de saúde, e que ele próprio explicaria mais tarde: “Depois de me colocar na cama, a mãe apagava a luz, e então se aproximavam de mim muitos monstros, que me faziam chorar de medo… Uma vez, eles até tentaram matar-me!”
Que monstros seriam esses? Figuras criadas pela imaginação? Não, porque com um ou dois anos de idade, a imaginação da criança não tem condições de criar imagens capazes de assustá-la.

Sentiu-se chamado ao sacerdócio já aos cinco anos. Estava rezando, sozinho na igreja, quando viu Jesus acenar-lhe, pedindo que se aproximasse, e o abençoou paternalmente.
Este desejo de se tornar padre foi crescendo bem nutrido, ao longo dos anos, pela oração, estudo e penitência. Depois de brincar um pouco, dava um jeito de se retirar, para rezar.

Em 6 de janeiro de 1903, acompanhado de seu professor e mais dois candidatos, tomou o trem para Morcone, onde se encontrava o noviciado capuchinho que os iria acolher.
Para quem ingressa na vida religiosa, o noviciado representa a etapa básica para verificar se o candidato reúne as condições exigidas por aquela ordem ou congregação. À semelhança dos atletas esportivos, ele também aprende ali técnicas e exercícios espirituais para se tornar um “atleta de Deus” e poder levar uma vida ascética sadia.

É aqui que, em 22 de janeiro de 1903, juntamente com doze confrades, recebe o hábito capuchinho, passando a chamar-se Frei Pio de Pietrelcina. Escolheu esse nome em honra de Pio V, o Santo Padroeiro de Pietrelcina.

Mas, eis que, a partir do final do noviciado, a saúde do jovem Frei Pio começa a emitir sinais de alarme.

* Aparecem-lhe doenças misteriosas, que os próprios médicos não conseguem entender …
* Passa de cama dias inteiros …
* Seu estômago não tolera qualquer alimento …
* Tem febres absurdas, que chegam a 48º. Para tomar-lhe a febre os médicos se valem de termômetros especiais, utilizados para medir a temperatura da água.
* Sua fraqueza é geral e, às vezes, não consegue manter-se de pé.

Consultam-se os melhores especialistas. Segundo alguns, está com tuberculose, e para evitar o perigo de contagiar os confrades, convém isolá-lo o mais possível. Segundo outros, porém, está apenas com bronquite.
Por via das dúvidas, tanto os médicos como os superiores concordam em mandá-lo à Pietrelcina onde, aos cuidados da família e respirando ares mais puros, puderá recuperar novamente a saúde necessarária para continuar os estudos. Diante deste arranjo, Pietrelcina devia acolher o filho, quando doente e dar-lhe nova vida e os superiores, reconduzi-lo ao convento, logo que melhorasse.
Este processo de vai-e-vem acabou durando uns dez anos, pois de volta ao convento, as febres altíssimas, as dores por todo o corpo se repetiam! Uma situação anômala e estranha exisgindo novas visitas aos médicos, e levando à mesma conclusão de antes: passar mais uma temporada em sua terra natal. Simplesmente não havia lógica.
Era um caso que não harmonizava com a Regra da Ordem e com o Código de Direito Canônico. Uma situação difícil de resolver mesmo havendo a melhor boa vontade de ambos os lados.

O escritor Renzo Allegri, num de seus livros, tontou uma explicação com estas palavras: “O Padre Pio era uma pessoa especial. Viera ao mundo para cumprir a missão mais alta e sublime que se possa imaginar: ser um ‘outro Cristo’, a fim de colaborar com Ele, através do mistério do sofrimento, na redenção do mundo. Devia ser um ‘co-redentor’, como realmente o foi. Para isto o próprio Deus quis encarregar-se de educá-lo e conduzi-lo. E quis fazê-lo […] fora dos procedimentos de uma ascese normal.

“Após tê-lo chamado ao convento, a fim de iniciá-lo nos rudimentos da vida espiritual e ascética, encontrou um jeito de o empurrar para fora e encaminhá-lo por aquelas estradas intransitáveis que reserva a certas almas eleitas. Neste sentido, pilotou habilmente situações, recorreu a doenças misteriosas, criou condições de emergência, até conseguir o que queria….”.

Apesar das difíceis circunstancias, Frei Pio não descurava seus estudos e obrigações religiosas. Fez os votos perpétuos junto com os demais do grupo, no dia 27 de janeiro de 1907.

Em 18 de julho de 1909, em Morcone recebeu o diaconato. Um ano depois, indo com os colegas a Benevento, superou com facilidade os exames requeridos antes da ordenação sacerdotal. Por razões de saúde sua ordenação fora antecipada de seis meses, com o compromisso, porém, de continuar seus estudos.

Então, aos 23 anos de idade, em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote, na catedral de Benevento. Na tarde do mesmo dia, viajou à Pietrelcina, onde quatro dias depois celebrou sua primeira Missa solene, na presença de confrades, da mãe e muitos familiares. O pai se encontrava trabalhando na América.
Durante os cinco anos que se seguiram, ajudava o pároco Pannullo no que estava a seu alcance: fazia batizados, dava bênçãos, orientação espiritual aos poucos que o procuravam. Mas não podia confessar por causa da doença e por não ter concluído o curso regular de Teologia Moral.

Esta amizade fraterna com o pároco lhe abriu as portas para contar-lhe o que acontecera em Piana Romana, em 7 de setembro de 1910. No momento em que a mãe foi à cabaninha dele para comunicar-lhe que a janta estava pronta, viu-o sair agitando nervosamente as mãos, como se acabasse de se queimar.

– Ué! – disse-lhe em tom de brincadeira – está aprendendo a tocar violão?
– Nada de importante, mãe – respondeu.

Na realidade, um fato importantíssimo. O Padre Pio acabava de receber os estigmas de Jesus, como seu fundador São Francisco. Embora aceitasse ‘morrer de dor’ pediu e Deus os mantive invisíveis.

Outra experiência que o marcou profundamente ao final deste período foi a convocação ao serviço militar. Estava-se em plena primeira guerra mundial (1914-1918). Em novembro 1915, ele se apresentou em Benevento; com o número 2094/25 ficou incorporado na 10ª Companhia Sanitária e foi enviado como enfermeiro à Nápoles. Alí, diante da sua fragilidade e do seu pouco entusiasmo pela vida militar, o designaram para tarefas mais humildes, como sentinela, carregador e varredor. Não raro, ao fazer a faxina dos sanitários, sentia que estava sendo alvo de graçolas.
Viveu e viu, assim, um pouco das circunstâncias ingratas da guerra, mas, o mais duro, porém, era o fato de não poder celebrar Missa, por falta de capela no quartel. Apesar do mundo novo em que vivia, as extranhas doenças anteriores persistiam. Por isto, depois de muitos exames e vários tratamentos, em 10 de dezembro de 1915, recebeu dispensa por um ano.

Temporáriamente libre do serviço militar, retira-se a um convento em Foggia, a fim de continuar o tratamento de saúde. O lugar é baixo e de clima tórrido. Intolerável para alguém com tantos problemas pulmonares… ou bronquiais como ele.
Afortunadamente, aparece ali um colega de San Giovanni Rotondo – o padre Paulino de Casacalenda – e o convida a passar algumas semanas com ele. Trata-se de ir à uma vilazinha insignificante, porém de clima saudável – 600 metros acima do nível do mar.Padre Pio aceita.
Chega a San Giovanni Rotondo em 28 de julho de 1916. Mas, ao invés de algumas semanas, acaba ficando por mais de 50 anos. Sua passagem por ali é tão marcante que, em poucos anos, a pequena vila, tão insignificante que nem constava nos mapas comuns da Itália, se tornará conhecida no mundo inteiro.

Foi ali que teve lugar o fato mais estrondoso da vida do Padre Pio. Na manhã de 20 de setembro de 1918, enquanto rezava diante de um crucifixo de madeira, no coro da igreja, viu explicitar-se o que lhe fora entremostrado oito anos antes, em Piana Romana, ao receber os estigmas invisíveis. O acontecido deixa-o em pânico. Um “misterioso personagem”, com uma lança na mão, se aproximou e o golpeou no peito, nas mãos e nos pés. Cinco chagas enormes, que haveriam de verter sangue ininterruptamente, por cinqüenta anos, indiferentes a todos os curativos, e sem nunca apresentar sinal de gangrena ou infecção.
Trata-se de um fenômeno raro na vida dos santos, e que no caso do Padre Pio “haveria de assombrar médicos crentes e ateus, desconcertar a ciência e atrair multidões de todos os quadrantes do universo, desejosas de conhecer o ‘crucificado do Gargano’” – segundo um autor.
Curiosamente, como tudo na vida do Padre Pio, essas feridas, durante seus últimos dias de vida, foram desaparecendo; ao celebrar sua última Missa já eram inperceptíveis. Mas a série de maravilhas não termina aqui: a pele das áreas antes tomadas pelas feridas, agora se apresentava “lisa como a de um recém-nascido”, conforme o testemunham algumas fotos batidas na ocasião.

Em San Giovanni Rotondo, ao longo de seus cinqüenta anos de permanência ali, Padre Pio não fez outra coisa que confessar – uma atividade que se tornaria sua faceta mais característica. O “prisioneiro do confessionário” passava ali, diariamente, entre 10, 12 e até 14 horas, sempre com filas enormes pela frente que, ao invés de diminuir, só faziam aumentar.
Com o correr dos anos, essa afluência atingiu níveis estratosféricos, obrigando a agendar as confissões com antecedência de alguns dias e até de muitos. Conforme o biógrafo Karl Wagner, que testemunhou os fatos in loco, o tempo de espera variava, segundo a estação do ano, de cinco, oito e até trinta e cinco dias.
Em conseqüência, toda a área ao redor do convento e da igreja ficava, às vezes, coalhada de barracas, onde passavam as noites os que não conseguiam lugar nas pousadas ou não cabiam dentro de seus carros. Todos aguardando pacientemente a sua vez.

Mas onde estaria o segredo de tamanho magnetismo sobre as multidões? Em primeiro lugar, na santidade que irradiava, na bondade com que acolhia e no seu fino tato em lidar com os mais delicados problemas. Mas estava igualmente nos extraordinários carismas com que Deus o prendara e que a Teologia Mística bem conhece.
Mencionamos quatro:
– Introspecção, que é a capacidade de ler o interior das pessoas: seus pensamentos, seus temores, seus pecados, até mesmo os já esquecidos. Por isso, quantas vezes, no final da confissão, surpreendia os penitentes de memória curta ou que tentavam passar um pecado sem acusá-lo, lembrando-lhes com precisão o que tinham feito e em que circunstâncias.

– Clarividência, isto é, a capacidade de prever fatos futuros ou que estão acontecendo com pessoas distantes e desconhecidas. Como:

* o sexo de um bebê que a mãe ainda tem no ventre e que ela encarregou alguém de lhe pedir uma bênção,
* ou a situação de uma pessoa desconhecida e a centenas ou milhares de quilômetros de distância.
* Ou ainda: … de sua casa, uma pessoa lhe fazia mentalmente um pedido. Dias depois, viajava para lá e, ao se confessar, se dava conta de que o Padre estava a par não só das graças pedidas mentalmente, senão também do número de vezes que fora invocado.

Padre Pio conhecia apenas o italiano – ou, mais exatamente, o dialeto napolitano – e um pouco de latim. No entanto, conseguia atender penitentes de todas as raças e cores, cada um na sua própria língua: inglês, francês, alemão, árabe, eslovaco, entre outros, e até nos dialetos mais raros da América e do Japão.

– Bilocação. Consiste em estar ao mesmo tempo em dois lugares.

Num tempo em que muitos católicos sofriam nas prisões de países comunistas, ele, de repente, aparecia para os confortar, como aconteceu, entre muitos outros, com os cardeais Mindzensty, da Hungria; Stepinac, da Iugoslávia, e Wyszynski, da Polônia. Ao primeiro levou um cálice, possibilitando-lhe assim celebrar Missa na prisão, acolitado pelo próprio Padre Pio. De testemunhas fidedignas sabe-se que esteve também na Sibéria, na Tchecoslováquia e outros países dominados pelo comunismo.

Vários penitentes ou amigos tiveram ocasião de presenciar o momento em que estava em bilocação. Interrompia bruscamente a conversa ou a confissão e ficava por algum tempo imóvel, como que ausente. Notavam que estava à escuta, murmurava alguma coisa, gesticulava e voltava a ficar imóvel. Por fim dava um profundo suspiro e continuava atendendo à pessoa ou às pessoas que estavam ao seu lado.

Concomitantemente com estes favores celestes, Deus permitia que fosse molestado e até agredido com violência pelo Maligno. Suas agressões, por vezes, eram tão ferozes que o deixavam cheio de hematomas em todo o corpo e até sangrando, como se vê em dezenas de casos em suas biografias.

Outro particular que chama atenção na vida do Padre Pio é sua atividade exterior, que sabia exercer sem sacrificar a interior. Nele, oração e trabalho se casavam sem problemas. Não obstante passar seus dias no confessionário, como vimos, conseguiu levar avante a construção de um gigantesco hospital – a famosa Casa Sollievo della Sofferenza. Com sua capacidade atual para quase dois mil leitos e equipamentos dos mais sofisticados que se conhecem, ele figura hoje entre os mais categorizados, não apenas na Europa senão também no mundo. Um verdadeiro “oásis de modernidade”.

O hospital fora-lhe pedido por Jesus. Inicialmente devia atender às populações pobres das montanhas, que não tinham a quem recorrer em casos de doenças. Com a certeza de que Deus proveria os recursos, lançou-se à obra sem um projeto bem definido, sem um engenheiro supervisor, sem dinheiro em caixa e sem um plano de arrecadação. Apenas com algumas contribuições vindas de seus amigos.
O ceticismo encontrado – nem podia ser de outra maneira – foi enorme. De que forma – todos se perguntavam – pretendia ele construir uma obra daquela envergadura, sem meios, numa encosta rochosa que dava medo só de olhar, a quarenta quilômetros do centro urbano mais próximo (Foggia), tendo como única via de acesso uma estradinha estrangulada entre rochas? E a água? San Giovanni Rotondo não tinha água encanada… De onde bombeá-la até aquela altura de 600 metros, para as obras da construção e, mais tarde, para o consumo diário do hospital?
E havia mais: a quem podia interessar um hospital assim tão fora de alcance? E quantos médicos teriam coragem de deixar os confortos de suas cidades para trabalhar naquele fim de mundo?

À revelia deste ceticismo geral, o Padre Pio foi tocando adiante sua obra. E as contribuições, chegando espontaneamente do mundo inteiro, graças aos romeiros que apareciam em número cada vez maior. E graças principalmente a algumas contribuições muito vultosas.
Iniciado em 1946, seria inaugurado dez anos depois, com a presença de centenas de bispos, do presidente do senado italiano, de numerosas personalidades do mundo da medicina, de uns trezentos jornalistas internacionais e de uns 15.000 fiéis.
De todas as benemerências desta verdadeira “cidade hospitalar”, a maior é o seu atendimento – mais de 80.000 internações por ano – inteiramente gratuito. Inclusive o transporte dos doentes impossibilitados de se deslocar até lá. Um completo serviço de ambulâncias os busca em suas casas e os reconduz de volta depois de tratados. Em situações de mais difícil acesso, um helicóptero se encarrega de apanhá-los onde se encontram e os desembarca no heliporto construído sobre o hospital.

O idealismo do Padre Pio não parou aqui. Desde o início deu-se conta de que esta gigantesca obra arquitetônica, esta montanha de concreto frio, precisava de uma alma que lhe transmitisse vida, calor. Uma alma que fizesse todos os sofredores – não só os do seu hospital, mas do mundo inteiro – sentirem-se irmãos, ao saberem-se amparados pelas orações de milhares de outros.

E foi por esta razão que nasceram os “Grupos de Oração”. Colocar a oração no centro de tudo sempre fora sua preocupação, que se reacendeu quando tomou conhecimento dos apelos do recém-eleito papa Pio XII. Frente ao surto de irreligião e paganismo que invadia o mundo, com o fim da segunda guerra mundial, o Papa não encontrava remédio mais eficaz que a oração. “Rezem – pedia encarecidamente –, rezem sempre mais e com maior fervor… elevem as mãos e o coração a Deus… sem oração ninguém consegue observar por muito tempo os Mandamentos e evitar o pecado grave… a oração é a chave dos tesouros de Deus, a arma de combate e de vitória em qualquer luta pelo bem e contra o mal… deve tornar-se o alimento cotidiano da alma”.

Foi dentro do espírito desses apelos do Papa que nasceram os “Grupos de Oração” do Padre Pio. Em pouco tempo eles se multiplicaram na Itália, na Europa e no mundo. Basta dizer que em 1991 já eram mais de 5.000, espalhados por 40 nações, com mais de 300.000 participantes.

O Padre Pio morreu na madrugada de 23 de setembro de 1968, quando milhares de seus filhos espirituais se encontravam em San Giovanni Rotondo para celebrar o IV Congresso Internacional dos Grupos de Oração. Pouco antes de partir, tinha perguntado inocentemente ao superior da casa se o “autorizava a morrer”. E justificava o pedido, dizendo que “do céu podia fazer ainda mais”. “Ao chegar lá, – garantia –, prometo ficar parado na porta, e só entrar depois que, todos os filhos aos quais prestei assistência na terra, estiverem dentro”.

Seu funeral, ocorrido quatro dias depois, contou com a presença de mais de 100.000 pessoas, dentre as quais, uns 3.000 eram Padres. O cortejo transportando seu corpo percorreu as principais ruas da cidade, durante quase quatro horas. Depois da Missa fúnebre o corpo do Padre Pio foi transferido à cripta da nova igreja de Santa Maria das Graças. Desde aí, ele continua seu papel de intercessor diante de Deus, alcançando muitas graças e curas milagrosas para os peregrinos de todo mundo e de todas as classes sociais.

Os processos de beatificação e canonização foram “desencalhados” pelo papa João Paulo II que, como jovem sacerdote, tivera a graça de confessar-se com ele.

O Padre Pio foi proclamado Beato em 2 de maio de 1999, e Santo, em 16 de junho de 2002. As cerimônias da canonização reuniram mais de trezentos mil devotos só em Roma. Um caso único na história da Igreja!

(Fonte: http://www.saopio.com.br/index.php?ddir=paginas&page=saopio)

Nascimento

O ambiente aqui é Pietrelcina…Contava com 5.000 habitantes e distava onze quilômetros de Benevenuto…Seu nome deriva de pietra piccina, pedra pequena, em contraste com a aldeia vizinha.(p.9).

Foi neste conjunto de Storto Valle que veio ao mundo o futuro padre Pio. Antes dele o casal tivera três filhos, mas só o primeiro sobreviveu. Viriam a seguir três meninas: Felícita, Peregrina e Graziela…No dia 25 de maio de 1887, Josefa, como de costume, levantou cedo e saiu para a lavoura…De repente, porém, apertou os olhos, tomada por uma dor aguda. Era o sinal de que o parto se aproximava…Josefa tivera a assistência da parteira Graça Formichelli…(p.12).

Coincidentemente, aquele ano de 1887 seria marcado por uma série de importantes acontecimentos ligados à área religiosa…no mesmo ano, o papa Leão XIII, com ousadia sem par, publicava a encíclica Rerum Novarum, e a futura Santa Teresinha do Menino Jesus, com 15 anos, dava entrada no Carmelo de Lisieux. No mesmo mês de maio era solenemente coroada a Virgem do Rosário de Pompéia, e fazia sua primeira comunhão a famosa estigmatizada Gema Galgani. (p.12-13).

Infância

Os testemunhos de alguns amigos de infância nos asseguram que…ele nunca dizia palavrões nem queria ouvi-los…Enquanto estava com os amigos, brincava. Mas apenas se via só, entregava-se à oração. “Eu passava – conta um camponês – e via aquele rapazinho de terço na mão, rezando. Chamei o pai dele e lhe falei: ‘Grazio, você tem um santinho cuidando das ovelhas’. Ele riu e nada respondeu (p.20).

Outra coisa que o distinguia era seu senso de pudor. Nos meses quentes de verão, a família passava semanas inteiras em Piana Romana. Ali o pai, nos fins de tarde, acompanhava a meninada ao rio. Mas, enquanto eles se despiam e jogavam na água, entre gritos de alegria, Francisco, na margem, tirava os sapatos, arregaçava as calças, lavava os pés e depois dizia: “Eu também tomei banho”.(p.21).

Outro ex-colega, Vicente Salomone, conta: “Quantas vezes, vendo-o sentado diante da sua mesinha, debruçado sobre livros, eu o convidava: ‘Franci, vamos jogar botões?’ Ele erguia a cabeça, sorria e fazia sinal, como quem diz: ‘Mais tarde, mais tarde…’ Logo depois eu voltava a chamá-lo e ele me repetia a mesma coisa. Isto eu fazia até o anoitecer, enquanto ele continuava ali encerrado no estudo(p.30).

Entrada no noviciado

No dia 22 de janeiro de 1903, na presença de toda a comunidade, teve lugar o solene despojamento das vestes civis, que representavam a vida passada, e a tomada do hábito religioso, símbolo da nova vida. Francisco Forgiore passou a chamar-se frei Pio de Pietrelcina.(p.41).

Rotina dos capuchinhos

O noviço devia dormir vestido…Devia ficar imóvel…os braços cruzados sobre o peito e, entre eles, o grande crucifixo de madeira. À meia-noite, o nosso era interrompido pelo som de uma campainha. Todos deviam pular da cama e dirigir-se à capela para a recitação das Matinas e Laudes, as duas primeiras partes do Ofício Divino. As orações na capela duravam mais de uma hora, e ao voltarem para a cama, quantas vezes o sono tardava a chegar. Ou nem mais voltava…O frio úmido dos corredores e da igreja penetrava os ossos e produzia calafrios em todo corpo.(p.42).

Lágrimas

Atrás da oração vinham as lágrimas. Este dom das lágrimas que a Igreja pede com especiais orações, nunca faltou ao Padre Pio. “Rezando …ele chorava sempre, em silêncio e com tanta abundância que deixava as marcas nas lajes.(p.46).

Primeira Missa

Tem lugar a primeira Missa solene. O pregador é o padre Agostinho, seu professor de teologia e confessor. Ele se detém em três pontos: o púlpito, o altar e o confessionário… “Você não goza de muita saúde para ser pregador. Desejo-lhe, pois que se torne um grande confessor(p.55).

Fogo no coração

Entre os santos nos quais o fenômeno foi detectado, ele menciona São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila e Santa Margarida Alacoque, justamente definida como a ‘santa do fogo’.

Também padre Pio ardia com esse fogo, fruto das doces tonturas do amor. Em 6 de maio de 1913 escrevia ao confessor: “Sinto-me todo ardendo. Mil chamas me consomem. Tenho a impressão de estar morrendo continuamente….E noutras duas ocasiões: “As pulsações do coração ao me encontrar com Jesus sacramentado são muito fortes. Parece que o coração salta do peito, sinto por todo o corpo um calor que não consigo descrever. O rosto principalmente parece ficar em fogo. Na festa de São José, ‘a cabeça e o coração me queimavam, mas era um fogo que me fazia bem’(21.03.1912). (p.58).

Desafios no sacerdócio

Seu apostolado sacerdotal se reduzia a ajudar o pároco na administração dos sacramentos, exercer. Motivos: não tinha freqüentado os cursos regulares de teologia…Mas uma das razões óbvias era sua saúde, confessar era cansativo, e isto poderia esgotá-lo ainda mais.(p.61).

Padre Pio – sabemos –foi ordenado em agosto de 1910. Faltava-lhe, porém, a jurisdição para confessar, que geralmente se concede um par de meses depois. Com ele, porém, foi diferente. O tempo ia passando, e a jurisdição não vinha. “Desta maneira, – o mais famoso confessor de nossa época teve de esperar três anos para obter a faculdade de confessar.

…De fato, não se preocupa com outra coisa que ‘tirar os pecados do mundo’, através da confissão…Quantas vezes atende quase sem interrupção, durante quinze horas…

Missa

“A missa dele era um mistério incompreensível. Vezes havia em que durava mais que quatro horas. Vezes havia que ficava mais de quatro horas… Ficava tão absorto que era capaz de passar mais de uma hora sem prosseguir. Parecia petrificado. Seu rosto se transfigurava, irradiava felicidade. Depois, novamente sofrimentos e dores físicas.(p.62).

“Seus gestos – prossegue, descrevendo sua chegada no altar – são lentos, um pouco bruscos. E ligeiramente velado o timbre de sua voz. Apenas sobe ao altar, o rosto se transfigura. (p.139).

Estigmas

Na manhã de 20 de setembro de 1918, aos 31 anos, padre Pio foi marcado, mediante impressão física, pelo dom dos estigmas. Era uma manhã de sexta-feira, dia em que Jesus foi crucificado; tudo aconteceu das nove às dez horas. Como se lê nas cartas aqui publicadas, o fenômeno dos estigmas foi precedido pelo da transverbação, isto é, pelos estigmas invisíveis nas mãos e no peito. Na noite de 5 de agosto de 1918 – portanto, pouco mais de um mês antes da verdadeira estigmatização física do corpo -, padre Pio foi ferido por um misterioso personagem enquanto confessava garotos na igreja. Atingido por uma longa lâmina de ponta de fogo,sentiu a dor que os místicos, como João da Cruz(1542-1591), definem como o ‘assalto do Serafim’ e teve que se retirar com dificuldade, devido a fortes dores que duraram até amanhã de 7 de agosto. Ficou na cama, escondendo de todos a verdadeira causa de seu sofrimento. Somente mais tarde declarou que foi ferido fisicamente no peito.(p.15. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

“A ferida do meu peito lança assiduamente sangue, mais ou menos de quinta-feira à noite até o sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo tormento e pela confusão subseqüente que eu provo no íntimo da alma. (p.24. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

“No altar, às vezes,sinto tal calor em todo corpo, que não posso descrever. Meu rosto parece que vai pegar fogo. Ignoro que sinais são esses,meu pai. (p.36. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)
“O coração de Jesus e o meu, permita-me a expressão, se fundiram.(p.42. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Faltam-me as palavras corretas para fazê-lo compreender a intensidade dessa chama; de fato, não consigo exprimir-me. Acredita? A alma, vítima dessas consolações,torna-se muda. Parecia-me que uma força invisível me imergia inteiro no fogo…Meu Deus, que fogo! Que doçura!Já senti muitas vezes esses êxtases de amor e por muitas vezes fiquei como se estivesse fora deste mundo. Outras vezes esse fogo foi, no entanto,menos intenso; dessa vez, ao contrário, um instante,um segundo a mais, a minha alma teria se separado do corpo…teria ido com Jesus.” (p.50. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Jesus fala a padre Pio

Jesus, no entanto, me fez escutar ainda mais a sua voz em meu coração: “Meu filho, o amor se conhece na dor; você o sentirá agudo no seu espírito e mais agudo ainda no seu corpo.” (p.54. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Jesus me disse que, no amor, é ele que me agrada; nas dores, sou eu que lhe agrado. (p.58. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Jesus repete para mim: “Desejo que a tua alma, com cotidiano e oculto martírio, seja purificada e provada; não te assustes se eu permito que o demônio te atormente, que o mundo te repugne, que a.(p.62. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009).

O Senhor apareceu para mim e falou: “Meu filho, não deixes de escrever o que ouves hoje de minha boca, para que tu não venhas a esquecer. Eu sou fiel; nenhuma criatura se perderá sem saber. A luz é muito diferente das trevas. A alma à qual eu costumo falar, eu a atraio sempre a mim; ao contrário,as artes do demônio tendem a distanciá-la de mim. Eu não inspiro nunca à alma temores que a distanciem de mim; o demônio nunca coloca na alma medos que a façam aproximar-se de mim. Se os temores que a alma sente em certos momentos da sua vida sobre sua eterna saúde são de minha autoria, isso é reconhecido pela paz e serenidade que deixam à alma.(p.66. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009).

Perseguições

Há muito tempo desejava escrever ao senhor, mas barbablú me impediu. Eu disse que o fez porque, toda vez que eu me determinava a escrever, eis que uma fortíssima dor de cabeça me sobrevinha; parecia que logo, logo, fosse despedaçar, acompanhada de uma agudíssima dor no braço direito, que me impossibilitava de segurar a caneta. (p.45. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Desapego do mundo

Os próprios atos naturais-como comer, beber, dormir-são, para mim, um peso muito grande. (p.68. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009.)

Aridez

Outras vezes, ao contrário, acontece de encontrar-me em uma grande aridez de espírito; sinto o meu corpo tomado de uma grande opressão pelas muitas enfermidades; sinto estar impossibilitado de poder recolher-me e orar, por mais boa intenção que tivesse. (p.72. Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009).

Perfume de santidade

O fenômeno recebe, na teologia mística, o nome de osmogenia. Encontramo-lo na vida de muitos santos, como de São Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Domingos, José Copertino, Catarina de Ricci e Verônica Giuliani. E nenhum deles, porém, com manifestações tão variadas e tantos cambiantes como no padre Pio.

Um dos primeiros a senti-lo foi o Dr. Luigi Romanelli. No dia da sua chegada, ficou surpreso e até escandalizado quando, ao entrar na cela do padre Pio, notou um ambiente fortemente aromatizado.(p.192).

Os mais belos testes nos são fornecidos pelo Dr. Jorge Festa, de Roma, que nasceu sem o sentido do olfato. Em minha primeira visita ao padre Pio – conta ele –removi da chaga do peito uma gaze empapada de sangue e a levei comigo numa caixinha, com a intenção de analisá-la depois ao microscópio…Um funcionário público e uma outra pessoa, com os quais viajava de volta no taxi, apesar da intensa ventilação no carro, que andava em boa velocidade, e sem saberem da existência da gaze na minha caixinha, sentiram o perfume, e me garantiram que era idêntico ao que saía do padre Pio….Mas eles procuravam em vão o nome do estranho perfume, e nem sequer estavam de acordo quanto às suas semelhanças.
Âmbar? Violeta?Heliotrópio?Nardo?Incenso?Jasmim? Lavanda?…
Isto durou quinze minutos. De repente, a estranha exalação se desvaneceu e começou-se a falar em outras coisas.

Eterna Criança

Um dos muitos que, tiveram a sorte de conviver com ele…foi o padre Pellegrino: “para mim ele era uma eterna criança, exultando de alegria com as pequeninas surpresas que lhe proporcionavam os que o visitavam…
Sensibilíssimo à menor gentileza, prometia retribuí-la com orações. Perspicaz ao extremo,de uma sensibilidade de mimosa,intuía a distância os desejos das pessoas que o procuravam e respondia aos que o amavam com a maior presteza. (p.232).

Padre Pio e Karol Wojtyla

O instrumento providencial de Deus para a mais deslumbrante vitória do padre Pio, porém, só entrará em cena, em 1948. É um padre polonês chamado Karol Wojtyla. Apenas oito meses após sua ordenação, o bispo o envia a Roma, a fim de preparar sua tese de doutorado em teologia mística. Ali houve falar num frade estigmatizado que vive no sul da Itália e que em anos passados, fora ferozmente contestado pelas autoridades eclesiásticas. Como hóspede do convento dos capuchinhos durante quase uma semana, tem todo o tempo do mundo para observá-lo de perto, inclusive se confessar com ele. Sai com a convicção de não se tratar de um falsário…e sim de um homem providencial, escolhido por Deus. Como contará depois, foi nesta ocasião que o padre Pio lhe profetizou uma coisa inaudita: “Serás Papa, mas vejo violência em torno de ti e sangue em tua batina branca.” Sobre isto eis o que escreveu o jornalista Agostinho Cesca, na revista Voce di Padre Pio: “Era o dia 13 de maio de 1981, sexagésimo quarto aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima. Eu estava saindo da Missa, em Pádua, quando notei um rebuliço entre os clientes de um restaurante próximo à igreja. Escutavam todos o rádio, e a televisão anunciava: o Papa mortalmente ferido…Logo meu pensamento voou para o padre Pio. Era a realização do que tinha predito em 1947 ao padre Wojtyla.(p.327-328).

Quando Wojtyla foi eleito Papa,em 1978, o processo de beatificação ainda não fora aberto oficialmente. Só o seria cinco anos depois. Para manter vivo o assunto junto à opinião pública,costumava repetir a todos: “Eu rezo diariamente ao Padre Pio…Rezem para que ele suba logo aos altares”. E com os responsáveis pelo andamento do processo, insistia: Fatelo andare, façam-no caminhar(p.331).

Morte de Padre Pio

Depois da injeção, o acomodamos na poltrona. Com um movimento dos lábios cada vez mais imperceptível, continuava rezando seu rosário….Diante do nenhum efeito da injeção, ficou evidente para o Dr. Sala que não se tratava de uma passageira crise de asma… Em seguida, voltou ao padre Pio, colocando-lhe uma sonda nasal, conectada a um tubo de oxigênio….Padre Pio parecia alheio a tudo. Dava a impressão de flutuar num mundo distante e, com voa cada vez mais fraca, continuava murmurando: “Jesus, Maria! Jesus, Maria! A todas estas irrompia na cela o padre Paulo, responsável pelo santuário. Vendo as graves condições do enfermo,correu à igreja e trouxe os santos óleos, lhe administrou o sacramento da unção dos enfermos, deu a absolvição geral e a benção apostólica. De repente ouvem o Dr. Sala proclamar em voz alta:

-O pulso retorna, o pulso retorna!

Mas a esperança cede bem logo seu lugar á desilusão. O rosto de torna pálido, sobrevém novo ataque de asma. E a pulsação desaparece. Padre Pio reclina a cabeça no braço do Dr. Scarale e, com um suspiro, deixa-se ir.(p.340).

Fonte: CESCA. Olívio. Padre Pio. O Santo do Terceiro Milênio. Editora Myriam. 3. ed. Poto Alegre.
PASQUALE. Gianluigi Padre Pio. As cartas do Santo de Pietrelcina.Paulinas. 2009

Sabedoria de Padre Pio

Oração

“Sejamos imensamente gratos à Nossa Senhora, porque foi Ela que nos deu Jesus!”

“A Virgem Maria está sempre pronta a nos socorrer, mas por acaso o mundo a escuta e se emenda?”

“Uma filha espiritual perguntou a Padre Pio: “Como o senhor consegue rezar tantos terços? Pe. Pio respondeu: E você, como consegue não rezá-los?”

“Se somos devotos de Maria devemos, então, imitá-la”.

“Nossa Senhora é o meio mais rápido de se chegar a Deus”.

“Que Nossa Senhora aumente a graça em você e o faça digno do Paraíso”.

“Quanto ficará no purgatório quem julga, quem reclama, quem calunia!”

“Fortifique-se com o alimento Eucarístico”.

“Jesus está sempre sozinho no tabernáculo.Faça-lhe um pouco de companhia.”

“Somente no paraíso seremos plenamente felizes”

“Rezemos muito pelos pecadores e pela libertação das pobres almas do purgatório”.
“O melhor conforto é o que vem da oração”.

“A oração é a mais sólida e indestrutível base de todas as obras”.

“Ao assistir a Santa Missa você é preservado de muitas desgraças e perigos, pelos quais você seria abatido!”

“Quanto mais se caminha na vida espiritual, mais se sente a paz que se apossa de nós”.

“Reze pelos infiéis, pelos fervorosos, pelo Papa e por todas as necessidades espirituais e temporais da Santa Igreja, nossa terna mãe. E faça uma oração especial por todos os que trabalham para a salvação das almas e para a gloria do nosso Pai Celeste.”

“A oração é a efusão de nosso coração no de Deus”

“Salve as almas rezando sempre”.

“A oração é a melhor arma que temos. É uma chave que abre o coração de Deus. Você deve falar com Jesus também com seu coração, não só com seus lábios. Na realidade, em algumas ocasiões, deve falar-lhe somente com o coração.”

“O Santo Rosário é a arma daqueles que querem vencer todas as batalhas”.

“Quem reza muito se salva. Quem reza pouco está em perigo. Quem não reza se perde”.

“Não se aflija ao ponto de perder a paz interior. Reze com perseverança, confiança, calma e serenidade.”

“O Coração de Jesus não deixará cair no vazio a nossa oração se ela for plena de fé e de confiança”.

“Mantenha-se sempre muito unido a Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus Sacramentado que é o verdadeiro Príncipe da Paz.”

“Nunca vá se deitar sem antes examinar a sua consciência sobre o dia que passou. Enderece todos seus pensamentos a Deus, consagre-lhe todo o seu ser e também todos os seus irmãos. Ofereça à glória de Deus o repouso que você vai iniciar e não esqueça do seu Anjo da Guarda que está sempre com você”.

“Nunca se canse de rezar e de ensinar a rezar”

Humildade

“Nunca atribua a você mesmo qualquer bem, qualquer coisa boa que descubra em você, pois, tudo vem de Deus. É a Ele que você deve dar honra e glória.”

“Aquele que procura a vaidade das roupas não conseguirá jamais se revestir com a vida de Jesus Cristo”.

“A humildade e a caridade são as “cordas mestras”. Todas as outras virtudes dependem delas. Uma é a mais baixa; a outra é a mais alta. A firmeza de todo o edifício depende da fundação e do teto!”

“Quantos maiores forem os dons, maior deve ser a humildade, lembrando de que tudo lhe foi dado por empréstimo. Para que se preocupar com o caminho pelo qual Jesus quer que você chegue à pátria celeste – pelo deserto ou pelo campo – quando tanto por um como por outro se chegará da mesma forma à beatitude eterna?”

“É necessário ter sempre constantes estas duas virtudes: a docilidade com o próximo e a santa humildade”.

“Em tudo o que você fizer, seja sempre humilde, guardando zelosamente a pureza de seu coração e a pureza de seu corpo. Estas são as duas asas que nos elevarão a Deus e nos farão quase divinos.”

“Que Maria seja toda a razão de sua existência e o guie ao porto seguro da eterna salvação. Que Ela lhe sirva de doce modelo e inspiração na virtude da santa humildade.”

“A simplicidade agrada muito a Deus”.

“Quando alguém ia falar com Padre Pio para agradecer-lhe, ele sempre respondia: ‘Agradeçamos a Jesus’”.

“Tire de seu coração todas as paixões deste mundo, humilhe-se na poeira e reze! Dessa forma, certamente você encontrará Deus, que lhe dará paz e serenidade nesta vida e a eterna beatitude na próxima.”

“Humilhemo-nos nas humilhações”.

“Quem se apega às coisas terrenas, a elas fica sempre apegado. Com certeza devemos deixá-las um dia. É melhor desapegar-nos um pouco de cada vez do que de uma só vez. Pensemos sempre no Céu.”

“O Senhor se comunica conosco à medida que nos libertamos do nosso apego aos sentidos, que sacrificamos nossa vontade própria e que edificamos nossa vida na humildade”.

“A pessoa que nunca medita é como alguém que nunca se olha no espelho e, assim, não se cuida e sai desarrumada. A pessoa que medita e dirige seus pensamentos a Deus, que é o espelho de sua alma, procura conhecer seus defeitos, tenta corrigi-los, modera seus impulsos e põe em ordem sua consciência”.

“Soframos com santa resignação na Terra, ofereçamos com generoso amor as nossas cruzes para que passemos do leito de morte direto ao Paraíso.”

“Não queremos aceitar o fato de que o sofrimento é necessário para nossa alma e de que a cruz deve ser o nosso pão cotidiano. Assim como o corpo precisa ser nutrido, também a alma precisa da cruz, dia a dia, para purificá-la e desapegá-la das coisas terrenas. Não queremos entender que Deus não quer e não pode salvar-nos nem santificar-nos sem a cruz. Quanto mais Ele chama uma alma a Si, mais a santifica por meio da cruz.”

“A pratica das bem-aventuranças não requer atos de heroísmo, mas a aceitação simples e humilde das varias provações pelas quais a pessoa passa”.

“Cuide de estar sempre em estado de graça”.

“Deus enriquece a alma que de tudo se desapega”.

“Escute-me: desapegue do mundo!”

“Há alegrias tão sublimes e dores tão profundas que não se consegue exprimir com palavras. O silencio é o ultimo recurso da alma, quando ela está inefavelmente feliz ou extremamente oprimida”.

“É por meio das provações que Deus vincula a si almas prediletas”.

Amor

“Você deve ter sempre prudência e amor. A prudência tem olhos; o amor tem pernas. O amor, como tem pernas, gostaria de correr a Deus. Mas seu impulso de deslanchar na direção Dele é cego e, algumas vezes, pode tropeçar se não for guiado pela prudência, que tem olhos.”

“Esforce-se em unir à simplicidade das crianças, a prudência dos adultos”.

“A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará”.

“Faltar com caridade é como ferir a pupila dos olhos de Deus”.

“Quem começa a amar deve estar pronto a sofrer”.

“A caridade é a rainha das virtudes. Assim como as perolas de um colar se mantêm unidas por meio de um fio, também as virtudes se mantêm unidas pela caridade. E da mesma forma que, se o fio se rompe, as perolas caem, assim também, se a caridade diminui, as virtudes se dispersam”.

“Queira o Senhor conservá-lo sempre no Seu santo amor e fazê-lo atingir a mais alta perfeição cristã.

“A perfeição consiste em fazer com amor a vontade de Deus, seja ela doce, seja ela amarga”.

“Lembre-se que a base da perfeição é a caridade”.

“Quantas discórdias familiares e não familiares dependem sobretudo da falta de caridade, e poderiam ser solucionadas com apenas um sincero ato de amor no qual se saiba sufocar e fazer desaparecer o orgulho e o egoísmo.”

“Persevere, sempre persevere! O Mestre nos ensinou que chega ao final quem persevera sempre; não quem só começa bem”.

“A sua missão é servir de exemplo aos outros, dizer uma boa palavra a quem precisa, amar a Deus e aos irmãos”.

“A superficialidade é o pântano no qual os homens afogaram o Amor”.

“Seja modesto no olhar”.

“Louve somente a Deus e não aos homens; honre ao Criador e não a criatura”.

“Tornemo-nos santos, assim, depois de estarmos juntos na Terra, estaremos juntos no céu”.

“Quando se passa diante de uma imagem de Nossa Senhora deve-se dizer: ‘Eu a saúdo, ó Maria. E cumprimente Jesus por mim’”.

“Que Maria converta em alegria todas as dores da vida”.

Preocupações

“Pobres e desafortunadas as almas que se envolvem no turbilhão de preocupações do mundo. Quanto mais amam o mundo, mais suas paixões crescem, mais queimam de desejos, mais se tornam incapazes de atingir seus objetivos. E vêm, então, as inquietações, as impaciências e terríveis sofrimentos profundos, pois seus corações não palpitam com a caridade e o amor. Rezemos por essas almas desafortunadas e miseráveis, para que Jesus, em Sua infinita misericórdia, possa perdoá-las e conduzi-las a Ele”.

“Não se preocupe com o amanhã. Faça, o bem, hoje”.

“Se alguns pensamentos o agitam, lembre-se de que a agitação nunca vem de Deus.”

“Deve-se pensar nos pecados cometidos somente o necessário para humilhar-se diante de Deus”.

“Afaste todas as preocupações excessivas. Deus esta com você.”

“Jesus nunca o abandonou quando você fugia dele; muito menos o abandonará agora que você quer amá-lo”.

“Se precisamos de paciência para suportar os defeitos dos outros, quanto mais ainda precisamos, para tolerar nossos próprios defeitos”.

“A misericórdia do Senhor é infinitamente maior do que a sua malicia”.

“Olhe para cima e veja como o Céu é belo. Fique tranqüilo, pois Jesus está sempre conosco”.
“Viva feliz. Sirva ao Senhor alegremente e com espírito despreocupado.”

“Confie suas fraquezas à Divina Providência”.

“Jesus sempre vê a boa disposição dos bons, inclusive os bons propósitos da sua alma. Ele aceita e recompensa esses bons propósitos, e tolera as suas limitações e a sua incapacidade”.

“Procure fazer sempre melhor: hoje melhor do que ontem, amanha melhor do que hoje”.

“Não se desencoraje, pois, se na alma existe o contínuo esforço de melhorar, no final o Senhor a premia fazendo nela florir, de repente, todas as virtudes como num jardim florido”.

“Olhe para Jesus crucificado e você encontrará a solução de todos os problemas”.

“Pode-se manter a paz de espírito mesmo no meio das tempestades da vida”.

“Quando desperdiça o tempo, você despreza o dom de Deus, o presente que Ele, infinitamente bom, abandona ao seu amor e generosidade.”

“Quem tem tempo não espere pelo tempo. Não deixemos para amanha o que podemos fazer hoje”.

“O tempo gasto para a glória de Deus e para a saúde da alma nunca é desperdiçado”.

“Enquanto estivermos vivos sempre seremos tentados. A vida é uma contínua luta. Se às vezes há uma trégua é para respirarmos um pouco”.

“Afaste depressa as tentações. Elas são como um tição ardente: quanto mais se segura na mão, mais se queima os dedos”.
“O demônio é como um cão raivoso acorrentado: além dos limites da corrente ele não pode atacar ninguém.

“Não de importância ao demônio, despreze-o!”

Fonte: Orando com Padre Pio. Comunidade Aliança de Misericórdia. Editora Palavra e Prece.2005.


Arquivos

Ano Sacerdotal

Campanha da Fraternidade 2010